
Aconteceu na ultima segunda-feira (dia 14), às 19hs no mini-auditório do bloco P, no campus da UNESC (Criciúma/SC) a formatura dos participantes das quatro turmas do curso de Cozinha Italiana, ocorrido durante o mês de julho.
O curso teve 93 participantes e fez parte de um projeto do COMVESC (Comitato delle Associazioni Venete per lo Stato di Catarina), financiado pela Região Veneto, realizado em parceria que envolveu A UNESC, o SENAC e o Giassi Supermercados.
Além dos formandos, a cerimônia contou com as presenças do vice-reitor Márcio Fiori, do gerente do Senac Alexandre B. Meneghetti, do presidente do COMVESC Itamar Benedet, do tesoureiro do COMVESC Antonio Pescador, do presidente da Associação Trevisani de Criciúma Antonio Pierini, da representante da coordenadora do Centro de Cultura Italiana Viviane Casagrande Rossa, da coordenadora da coordenadoria de relações internacionais Tânia Motta e do coordenador do Setor de Prestação de Serviços José Humberto Francisquez Rodriguez.
O objetivo do curso foi divulgar a história da Tradicional Gastronomia Veneta, ensinando as principais receitas, através de aulas expositivas e práticas, onde cada aluno manipulou os alimentos e fez as principais receitas da Tradicional Cozinha Veneta distribuídas entre: entradas, sopas, carnes, molhos e verduras, o curso foi de tamanho sucesso que o Comvesc e a Unesc, que possuem um acordo de colaboração, pensam em promover um novo curso, até porque muitos pretendentes ao curso não puderam se inscrever por falta de vagas.
Talvez o maior segredo da culinária italiana não esteja somente nas preparações gastronômicas, mas sim na forma que os italianos encaram a comida e o ato de comer. Alimentar-se vai além do fisiológico, requer tempo, boas companhias e prazer. Foi assim que surgiu na Itália, na década de oitenta, o movimento Slow Food, que prega o retorno a valores simples, mas ricos e importantes como se alimentar de produtos saudáveis, frescos, com tempo para desfrutar o alimento e as companhias em torno da mesa. O movimento hoje é mundial. Mas essa é uma história para outra ocasião.
Assim como a Itália escreveu o seu nome na história da arte e do pensamento mundial, mestria semelhante foi utilizada para compor a sua gastronomia que, afinal, é uma maneira de expressão de um povo, no caso, os italianos. Mas essas saborosas receitas não ficaram restritas apenas aos patrícios de Leonardo Da Vinci, e foram parar no Novo Mundo. A partir de 1900, italianos migraram para Nova Iorque, Buenos Aires e São Paulo, tornando internacionais pratos como seus famosos spaghetti e pizzas.
O repertório gastronomico veneto é vário e sapiente, tratos que caracterizam todos os seus produtos, também os mais aparentemente simples. Risotos, sopas de verdura ou de feijão, fumeantes polentas, gnocchi e gostosos "bigoli" honoram o sector dos primeiros pratos enquanto, entre os segundos o peixe se impoe com "sardelle", capesante, grancevole, enguias, lulas, sopas e com o célebre "baccalà alla vicentina".
O Cuoco Mario Martinotti
Habilidosos como os mestres da Renascença, os cozinheiros italianos conseguiram misturar ingredientes de algumas etnias, como os árabes e espanhóis. Aprenderam com os árabes as técnicas de produzir frutas secas como figos e passas, além da utilização de açúcar, arroz, canela, açafrão, beringela e os doces de marzipã, feito com amêndoas. Souberam aproveitar alimentos vindos do Novo Mundo: tomate, batata, feijão, milho, cacau, rum e café. Só que os italianos transformaram esses produtos, basta citar o famoso cappuccino, e da batata fizeram o gnocche, juntando ovos, batata e farinha de trigo.
-Edilane Pizoni Oening (Cursa Letras na UNESC);
-Eduardo dos Santos Martinelli (Cursa Adminstração na UNESC);
-Rafael Possamai Pavei (Graduado em Engenharia Civil pela UNESC);
-Patrícia Pescador (Graduada em Arquitetura pela UNESC);
-Deniele Cristina Piccolo (Graduada em adminstração pela UNESC);
-Lígia Regina Candiotto (Cursa Letras na UNESC).